Tem dinheiro parado na conta? Saiba quanto deve manter disponível e quanto pode pôr a render

06.10.2026  Tem dinheiro parado na conta? Saiba quanto deve manter disponível e quanto pode pôr a render

Ter dinheiro disponível na conta dá segurança e permite responder às despesas do dia a dia ou a um imprevisto. Mas manter todas as poupanças numa conta à ordem pode significar deixar dinheiro parado que poderia estar a ser rentabilizado.

Comece por garantir uma reserva

O primeiro passo é perceber quanto precisa para assegurar as despesas correntes e lidar com situações inesperadas.

Além do valor necessário para os compromissos mensais, como prestação ou renda da casa, alimentação, transportes, serviços e seguros, é aconselhável constituir um fundo de emergência.

Como referência, é frequente apontar-se para uma reserva equivalente a três a seis meses de despesas essenciais. O valor deve, no entanto, ser ajustado à realidade de cada agregado. Quem tem rendimentos variáveis, por exemplo, poderá precisar de uma margem maior.

Se uma família tiver despesas essenciais de 1.500 euros por mês, seis meses correspondem a uma reserva de cerca de 9.000 euros.

O fundo de emergência tem de estar na conta à ordem?

Não necessariamente. O mais importante é que esteja facilmente acessível e protegido de oscilações significativas.

Parte desta reserva poderá, por exemplo, estar numa conta remunerada ou num depósito que permita mobilizar o dinheiro quando necessário. Antes de escolher, importa verificar as condições de acesso ao capital, eventuais penalizações, comissões e remuneração.

E o dinheiro de que não vai precisar tão cedo?

Depois de assegurar as despesas correntes e o fundo de emergência, poderá existir uma parte das poupanças que não prevê utilizar no curto prazo.

É aqui que faz sentido avaliar alternativas para colocar o dinheiro a render. A escolha deve considerar três fatores: prazo, risco e liquidez.

O dinheiro destinado a uma despesa daqui a seis meses não deve ser gerido da mesma forma que uma poupança para um objetivo a cinco ou dez anos. Regra geral, quanto mais próximo estiver o momento em que vai precisar do dinheiro, maior deverá ser a preocupação com a preservação e disponibilidade do capital.

Dinheiro parado também pode ter um custo

Mesmo que o saldo da conta não diminua, a inflação pode reduzir o seu poder de compra ao longo do tempo. Por isso, manter valores elevados durante vários anos numa conta sem remuneração também deve ser uma decisão consciente.

Antes de aplicar as suas poupanças, faça algumas contas: quanto gasta por mês, que reserva precisa de manter, que despesas prevê para os próximos tempos e durante quanto tempo pode prescindir do restante dinheiro.

Na Maxfinance, acreditamos que a educação financeira começa por conhecer a própria realidade financeira. Não se trata de investir todo o dinheiro disponível, mas de encontrar o equilíbrio entre segurança, liquidez e rentabilidade, de acordo com os objetivos de cada pessoa ou família.

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